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VIDA PÓS IMPEACHMENT. E AGORA?

 

Finalmente, saiu a decisão sobre o impedimento da agora ex-presidente (ou presidenta, caso queiram) Dilma Roussef. Falo finalmente, não comemorando o fato, apesar de também não o estar lamentando, falo finalmente, porque havia a necessidade de uma decisão imediata sobre este imbróglio que já durava cerca de 9 meses.

“A verdade é que o país não poderia continuar mais tempo nessa indecisão de quem o governa.”

Um dos ocorrido ao longo dessa semana, ilustra bem o tamanho das implicações geradas pelo protelamento de uma decisão a muito já conhecida. Em plena recessão, o então presidente em exercício Michel Temer, se encontrava impedido de viajar para compromissos oficiais na China, por não saber se seria presidente quando voltasse. A imagem do presidente com o passaporte na mão esperando uma decisão evidencia bem o tom quase cômico da situação instalada.

Mas o fato é que nosso artigo não se dispõe a discorrer sobre política. Diversos autores, alguns até mesmo mas capacitados que nós, tratarão deste tema ainda pelas próximas semanas, nossa proposta aqui é nos perguntarmos.

“E agora, José?”

Mesmo após a decisão tomada, ainda estamos mergulhados em uma crise. Crise esta, que infelizmente, independente do governo que se encontre em Brasília, não se encerrará de forma breve. Isto porque além de uma crise de governo, de uma crise econômica e do que muitas vezes a grande mídia divulga em nossos telejornais, estamos vivendo um crise de gestão. Uma crise de gestão tão profunda que nos obriga a questionar o estilo, a estrutura, a missão e o sentido de nossas empresas e mercados.

A economia disruptiva, chegou com força total. Ela não é mais uma tendência discutida em salas de aulas ou em porões de universidades. Ela é uma realidade, uma realidade viva e pujante que surge relegando a todos, problemas que antes eram exclusivos das grandes empresas.

Exemplos latentes disso não faltam:

  • Ora são as recentes e por vezes emblemáticas disputas entre “uberistas” (se é que essa palavra existe) e taxistas quanto legalidade, ou não, da prestação do serviço de transporte público nas grandes capitais do país,
  • As atuais e quase sempre intermináveis discussões entre companhias telefônicas e aplicativos de mensagem sobre a possibilidade, ou não, da utilização de serviços de voz e video e
  • As constantes intervenções da justiça nestes mesmos aplicativos pelos mais diversos motivos.

Tudo isto ocorre por um mesmo motivo. O mundo mudou, as pessoas mudaram, os mercados mudaram, tudo mudou, mas a forma como algumas empresas ainda são geridas não mudou.

A luz da verdade temos que entender que algumas empresas já se encontram além da salvação, são dinossauros burocráticos incapazes de se adaptar a nova realidade. Empresas que prezam habilidades e características que não mais se alinham as expectativas atuais, e o pior, não estão dispostos a mudar.

“Muitas destas empresas desaparecerão nos próximos 10 ou 20 anos, algumas ainda nessa década.”

Dentro desta perspectiva, empresas com nomes consolidados e produtos famosos, empresas com o patrimônio que se elevam aos bilhões, com dezenas, centenas ou milhares de empregados, com reputações e posições aparentemente inabaláveis – todas correm perigo de extinção.

Para muitas dessas empresas os últimos anos foram anos de crescimento quase que ininterruptos. O alcance da estabilidade econômica e o período de “farra” das commodities foi o período de circunstâncias equilibradas e prognósticos previsíveis que elas precisavam para crescer.

Em um período assim, a fórmula para o crescimento é relativamente simples. Os executivos parecem cometentes, e muitas vezes o são de fato, se limitam-se a “fazer mais do mesmo”.

Esta fórmula até funcionou durante alguns anos, entretanto, foi justamente esta estratégia que pavimentou o caminho para o desastre atual. O motivo é simples, ao invés de rotineiro e previsível, o ambiente empresarial tornou-se instável, acelerado e revolucionário.

Em tais condições, todas as organizações se tornam extremamente vulneráveis as forças ou pressões internas e externas. Os executivos são literalmente obrigados, a aprender a enfrentar da noite para o dia forças não lineares, ou seja, situações em que pequenas mudanças podem desencadear resultados gigantescos, para o bem e para o mal. E esse era justamente o ambiente para o qual grande parte de nossas lideranças não estava preparada.

Mas como isso aconteceu? Como mudanças tão grandes de comportamento dos clientes e dos mercados ocorreram em um período tão curto de tempo?

A verdade é que elas não ocorreram de forma tão abrupta assim.

Para entendermos bem o que ocorreu, precisamos ter em mente que a maioria de nossos executivos foi doutrinada e muito bem remunerada para pensar apenas em metas de curto e curtíssimo prazo. Ora, pouquíssimas empresas formam seus profissionais atualmente, sendo assim, eventuais laços e relações interpessoais mais profundas com a empresa e com os colegas, geralmente não conseguem ser construídas. Não por culpas de RHs e Chefias muitas vezes, mas simplesmente porque o turn-over em muitas empresas tende a ser elevado em alguns níveis.

A maioria de nós, não faz a mínima idéia de onde estará trabalhando daqui a 5 anos. Alguns não sabem nem em que cidade estarão vivendo, ou mesmo país, e sejamos francos, a maioria das remunerações variáveis das grandes empresas do mundo não consegue valorar ações de longo prazo, sendo assim, tudo se resume ao ano fiscal.

“Dentro deste cenário, porque pensar em como a empresa estará daqui a 10 anos? Ou mesmo daqui a 5 anos?”

Dentro de perspectivas tão curtas, o apreço e a aptidão a mudanças de ordem mais profunda, a um planejamento de longo prazo, a retenção de clientes, de talentos e a criação de valores maiores se tornam cada vez menos importantes e muitos executivos se atem a repetição de fórmulas consagradas. No entanto, as fórmulas que funcionam em tempos de bonança, geralmente de nada servem em mares revoltos.

Precisamos de líderes que saibam ouvir e que entendam que empresas não foram feitas para durarem 1, 2 ou 3 anos e que de acordo com o tamanho das suas empresas, o impacto de suas ações em muito transcende as paredes de seu escritório.

Muitos executivos foram alertados do panorama que se encontrava a frente, foram informados sobre a convulsão iminente, a maioria, no entanto, continuou a cuidar dos negócios como antes. Nós mesmos, atuamos em empresas que detinham todos os dados necessários a identificação do cenário atual, empresas as quais suas lideranças foram sucessivas vezes reportadas sobre o ambiente que para efeitos práticos, já se encontrava convulsionado, mas que, no entanto, optaram por manter suas políticas.

Tal inoperância, por vezes se dá pelos mais diversos fatores. Medo, despreparo, incompetência e tantos mais, mas o que vimos é que as próprias empresas tendem a, mesmo sem saber, estabelecer o ambiente que favoreça a inoperância, ao mais do mesmo, a manutenção das ações e estruturas que segundo muitos “às trouxeram até aqui”.

Hoje, obviamente, estas empresas e seus líderes, estão entendendo melhor o resultado que decisões tardias acarretam aos seus negócios.

Precisamos aprender a olhar para além da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) do ano base. Precisamos aprender a ser mais flexíveis, a ser perítos não em burocracia, mas sim na coordenação da ad-hocracia. Precisamos aprender a estabelecer e buscar de forma obstinada as metas de longo prazo e precisamos entender que a unica certeza dos tempos atuais é a mudança, e sendo assim, precisamos estar constantemente preparados para ela. Mas como fazer isso?

Apenas de 3 formas: Monitoramento constante, capacitação elevada e flexibilidade plena. Apenas por meio dessas 3 premissas, as empresas conseguiram se manter nos mercados e crescer no ambiente desafiador que teremos daqui para frente.

Continue nos acompanhando e descubra o que só a PMQuality, líder em auditoria para recuperação de empresas e projetos, pode fazer por você. Caso exista algum tema que você gostaria de ver sendo discutido pelos especialistas da PMQuality, nos escreva, faremos o possível para atendê-lo. PMQuality, nós podemos ajudá-lo a crescer.

Esse texto foi inspirado no livro A empresas flexível de Alvin Toffler.

 

Posted in Administração Empresarial.

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