A Marvel está nas mãos do Homem de Ferro. E a sua empresa, está nas mãos de quem?

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A Marvel está nas mãos do Homem de Ferro.

E a sua empresa, está nas mãos de quem?

Aqueles que nos acompanham mais de perto podem estar curiosos com o título do artigo. Posso de forma antecipada, esclarecê-los que não, ainda continuamos falando de gestão em todas as suas nuances. E justamente por tentarmos sempre abordar o tema de uma forma simples e agradável, a analogia com o recente artigo publicado no site Polygon torna-se valida.

O artigo, intitulado “Someone help Tony Stark: The Marvel cinematic universe relies on the neglect of Iron Man” mostra que todos os filmes da tão aclamada série da Marvel, giram em torno de um único personagem, Tony Stark.

Segundo o artigo, desde o primeiro Homem de Ferro, lançado em 2008, todo o universo Marvel, gira em torno do personagem estrelado por Robert Downey Jr, o astro prodígio que quase acabou com a própria carreira algumas vezes.

É importante salientarmos aqui que estamos falando de um universo de mais de 10 filmes, 5 seriados mais de US$ 8 bilhões em faturamento só com a bilheteria dos filmes e um número incontável de produtos licenciados com faturamento de outros tantos bilhões, ou seja, é muito dinheiro na dependência de um único homem.

O mais inquietante no entanto, é saber que uma analogia de dependência existente em um universo de quadrinhos pode ser facilmente identificada no mundo corporativo. Quantas e quantas empresas você conhece que tem um dependência exagerada de um diretor, um superintendente, gerente ou mesmo o dono? Empresas ou projetos onde tudo é centralizado em uma única pessoa? Um único herói?

Conceber que empresas sejam dependentes de seus donos, já é um equívoco gerencial grave, que diga-se de passagem, foi apontado pela teoria burocrática ainda do século XX, mas criar as condições para que, em pleno século XXI, isso ainda ocorra é um erro estratégico imperdoável.

Maior ainda, quando esses “heróis” não possuem vínculos maiores com as empresas (não que quando se tratarem dos donos essa seja uma atitude prudente ou correta).

A quantidade de projetos que identificamos com essa dependência exagerada de uma ou duas pessoas, principalmente na conjuntura atual, é cada vez mais alarmante. Projetos, muitas vezes milionários, por vezes bilionários, onde todo o conhecimento, responsabilidade e muitas vezes parte significativa das decisões, se encontra concentrada apenas nas mãos de uma pessoa.

As empresas alegam que, devido aos cortes recentes, poucas pessoas acumulam o histórico necessário para condução dos negócios, por isso o acumulo de responsabilidade na mãos de poucos. Mas o que na verdade identificamos na maioria das vezes é que a falta de gestão nas fases iniciais do projeto é que levou a perda de registros suficientes que pudessem apoiar a empresa na tomada de decisões futuras de forma organizada.

Sem atas de reunião, análises documentadas, indicadores adequados ou outros documentos e registros que pudessem subsidiar a condução dos projetos, as empresas se vêem quase como reféns de alguns colaboradores.

Isso, muitas vezes, cria verdadeiros abismos salariais entre as colaboradores com funções semelhantes, uma vez a condição de refém criada pela própria empresa limita suas açoões.

Pior ainda é quando não falamos desta ocorrência em um projeto específico, mas quando ela se propaga para toda a empresa. Já perceberam como algumas em empresas, alguns diretores são tratados como “semi-deuses”? Até com certa reverência? Isso, mesmo quando eles pouco ou nada influenciam no resultado final? Já perceberam que isso muitas vezes também ocorre nas áreas operacionais? Como algumas empresas são dependentes de um ou dois engenheiros ou técnicos?

São empresas em que as relações interpessoais são mandatórias no processo decisório e normalmente, possuem um baixo nível de maturidade em gestão.

O risco existente por trás dessa dependência, é que mesmo em épocas de crises, altos executivos, técnicos especializados ou engenheiros conceituados recebem propostas constantemente e, mais cedo ou mais tarde, essas propostas podem tirar tais “heróis” de suas empresas. E quando isso acontecer? O que sobra para a organização? O que foi transferido de conhecimento? O que foi absorvido pelas equipes alocadas no projeto? Quais práticas foram replicadas para toda empresa?

Bem, se você não acredita que seu colaborador ideal pode sair, porque seu mercado atual se encontra em uma fase muito ruim e ninguém está contratando. Ok, mas lembre-se que ele pode morrer. Isso mesmo, morrer. E aí? O que você irá fazer?

Diversas vezes fomos chamados para auxiliar na reestruturação de empresas cujas lideranças, pelos mais diversos motivos, tinham se desligado das organizações de forma rápida e definitiva. E na ausência de certas pessoas, as cadeias de comando e de decisão começaram a passar por momentos conturbados.

A Marvel, com certeza, tem condições de em um espaço de tempo relativamente curto iniciar um processo de substituição e reposicionamento de branding de forma a trazer o foco de seu negócio para uma nova liderança, e em quanto isso não ocorre, ela pode se dar ao luxo de pagar US$ 50 milhões de cache, ou mais, para cada filme de seu homem de ferro. Mas será que sua empresa também pode se dar a esse luxo?

Pense sobre isso, e se precisar de ajuda, conte com a gente.

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